Somos galegos e nom nos entendemos

Escribo-lhe con grafía portuguesa pela razão de que agora a mocidade galega face tal jeito de modificações que acredito que debemos de voltar os nossos olhos ao portugués, já que não ha meio de concordarmos na escriptura. Nao imos, de certo em ma companhía, embora que algús disseram que isto não é patriótico.

Manuel Lugris Freire, a quem está dedicado este ano o Dia das Letras Galegas, escrevia em 1923 esta carta ao pintor Álvaro Cebreiro, o mesmo que assinara com Manoel-António o manifesto vanguardista Mais Alá. Oitenta e três anos mais tarde, continua sem haver meio de concordarmos na escriptura.

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