Objectivo Noruega

fiordo

Uma das principais preocupações dos nossos governantes é nom perdermos os fundos estruturais da Uniom Europeia (UE). Por um lado pretendem convencer-nos de que fazemos parte do primeiro mundo (como se o número de festas gastronómicas ou de carros tuneados fosse um indício fiável) e por outro choram como Jeremias ante a perspectiva de que se esgote o maná que chove de Bruxelas e que tam mal estamos a aproveitar.

O primeiro sinal de alarme soou em 2004, quando se produziu o alargamento da UE de quinze a vinte e cinco estados-membros, com a entrada de uma récua de países tais como Chéquia, Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituánia, Malta e Polónia. Entom produziu-se o chamado “efeito estatístico”, que expulsou do selecto (?) objectivo 1 alguns territórios (como Astúrias ou o Algarve) como conseqüência do descenso do PIB médio da UE decorrente da entrada dos dez novos membros. Apesar de que a concorrência era dura, a Galiza ainda se defende bem em termos de pobreza e assim conseguimos manter-nos no top (ou deveríamos dizer bottom?) até 2013. Mas no 2007 entram Bulgária e Roménia. E os próximos candidatos som os miserentos Croácia, Macedónia e Turquia. O de ser pobre pom-se cada vez mais difícil.

A única soluçom para que a Galiza mantenha uns aninhos mais a condiçom de zona chunga é elevar a renda média da UE mediante a anexaçom forçosa de Noruega. Aí onde a vêem, a terra do bacalhau e das pomadas de Neutrogena ainda nom fai parte da nossa estupenda Uniom. Em dous plebiscitos (1972 e 1994) os Noruegueses digérom amavelmente que nom (ou que não, que os países civilizados também tenhem querelas normativas). E decerto que para os nossos interesses era boa cousa que entrassem, pois o seu país é o segundo do mundo em PIB per capita. E isto, para ridículo dos neoliberais, com uma economia fortemente intervencionista, até ao ponto de que estám a assessorar o governo de Evo Morales na nacionalizaçom do petróleo boliviano.

O fodido vai ser convencê-los. Emborrachar a princesa Mette-Marit para que assine o tratado de adesom? Difícil. O único meio viável para conseguir a anexaçom vai ser a invasom militar. Por enquanto, os nossos barcos pesqueiros já começárom as hostilidades.

3 Comments

  1. Posted Setembro 2, 2006 at 3:15 pm | Permalink

    lol é mesmo isto! Mas temo que a Noruega só não chega. Pensemos também na Suíça, Islândia e porque não o Canadá?😉

  2. Posted Setembro 3, 2006 at 9:55 am | Permalink

    Porque nom? A participaçom da Céline Dion no festival de Eurovisom pode servir como argumento para defender a sua “europeidade”🙂

  3. counterstr
    Posted Março 15, 2008 at 10:36 am | Permalink


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