Tô ficando atoladinha

A Atoladinha, dos MCs Bola de Fogo e Tati Quebra-Barraco é um dos mais bizarros sucessos do funk carioca:

– Piririm, piririm, piririm, alguem ligou pra mim…
– Quem é?
– Sou eu, Bola de Fogo, e o calor ta de matar, vai ser na praia da Barra que uma moda eu vou lançar.
– Vai me enterrar na areia?
– Não, não, vou atolar.
– Tô ficando atoladinha.
– Calma calma foguetinha.

Como já começa a ser habitual nestes casos, o terramoto Atoladinha provocou todo o tipo de réplicas sísmicas no YouTube. Entre elas, uma versom para intelectuais, L’ Atolerette, que poderia definir-se como um cruzamento entre nouvelle vague e funk carioca. MC Bola de Fogo meets Jean-Luc Godard:

3 Comments

  1. Posted Agosto 29, 2006 at 5:46 am | Permalink

    A Tati é unha bruta ignorante que quere investir os cartos que gaña coas súas fabulosas músicas en montar unha perruquería e en aplicar ao seu corpo modificacións quirúrxicas… mais ela non merece ser o alvo do racismo e do clasismo da televisión brasileira para as clases medias. Eles si que son ridículos.
    (Por suposto que ese non é a Tati, aínda que hai que recoñecer que o fai moi ben ;))

  2. Posted Agosto 29, 2006 at 7:34 am | Permalink

    Uf, a TV brasileira tem grande tradiçom nessa classe de shows, a começar polo do célebre Chacrinha a quem o Gilberto Gil chamava velho palhaço na cançom Aquele abraço. Suponho que tem a ver com o gosto morboso da sociedade bem-pensante polos marginais, que o tropicalismo reivindicou abertamente (Cfr. seja marginal, seja herói, Hélio Oiticica).

    Estivem a pesquisar no YouTube uma versom original da Atoladinha interpretada pola Tati, mas nom o topei. Assim que vou deixa este, porque — como tu dizes — o imitador o fai mui bem.🙂

  3. Posted Agosto 29, 2006 at 9:17 am | Permalink

    Tá muito bom. Da versión para intelectuais, o mellor, o título L’atolerette😆


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