Neuro-sci-fi

Na síndrome de Korsakoff, uma forma de amnésia onde o paciente já nom grava nada, se lhe perguntamos “o que aconteceu ontem à noite?”, em vez de responder “nom sei”, vai inventar algo, dizer que estava no cinema com um amigo por exemplo. O que é extraordinário, é que os pacientes neurológicos tornam evidente o que aprendemos de Freud: o lugar da ficçom nos nossos pensamentos e nos nossos discursos conscientes. Neles vê-se mais claro porque as suas construções som falsas. Mas fictício nom quer dizer falso. Simplesmente, quando é falso, é mais fácil de ver.

Esta crença-interpretaçom justifica amplamente a economia de nossa vida mental; cada um de entre nós está permanentemente elaborando hipóteses, construções, das ficções. À única verdadeira diferença, é que, quando uma pessoa está neurologicamente sã, as suas ficções estám restringidas polo real. Incorporamos os dados do mundo exterior para corrigir os nossos cenários, para actualizar as nossas ficções. A ficçom é a miúdo difícil de ver, mas aparece nas situações onde a realidade externa tem poucos efeitos: as lembranças antigas, as hipóteses sobre os extraterrestres, as crenças religiosas… Entom assemelhamo-nos mais aos pacientes que despregam suas interpretações ao relente da realidade.

Entrevista com o neurologista Lionel Naccache em Libération:
«Sigmund Freud errava pensando que descobrira o inconsciente. O que descobriu foi o consciente»

One Comment

  1. Posted Janeiro 3, 2007 at 7:22 pm | Permalink

    Nunca se me ocorrera, agardo que as miñas lembranzas non sexan imaxinarias de todo.


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