The trip to Galicia

Esta vez tocou-me traduzir. O terceiro olhar de fora é o de Bahar, uma moça de vinte anos, aquário, amante da cor-de-rosa, de nacionalidade estadounidense e origem persa:

A viagem a Galiza foi talvez o melhor do meu percurso pola Espanha. Esta regiom da Espanha é realmente fantástica e surpreendente. Nom fazia a mais mínima ideia de que a Espanha fosse tam diversa. O norte, centro e sul da Espanha som completamente diferentes. A melhor descriçom que me vem à cabeça é uma mistura dos Red Woods na Califórnia e o aspecto que imagino que deve ter a Irlanda na primavera. A zona é muito calma e eu desfrutei-na como um sopro de ar fresco logo de um par de semanas frenéticas na grande cidade. (…) Após uma longa e aborrecida viagem de autocarro, chegamos ao Cebreiro, que é uma vila bonita e enxebre com uma rua principal. Vimos aquelas palhoças onde a gente morava até nom há tanto tempo (a década de 1970) e desfrutamos da pequena vila. Contemplamos a formosa natureza do alto da montanha e visitamos uma igrejinha e logo montamos de novo o bus com destino à Corunha. Ao chegar, alojamo-nos num bonito hotel onde compartilhei quarto com Tam, a minha companheira de apartamento. Logo de cear, assistimos à actuaçom de uns músicos tradicionais galegos, que dançavam e tocavam instrumentos musicais típicos (como as gaitas!). Com isto dei-me conta de que a Espanha é uma mistura de cultura ibera e celta. Surpreesa! Muita gente na Espanha desce dos mesmos povos que os irlandeses e os bretões (eu conheço dous bastante gostosos :-P). De facto, a Galiza está completamente repleta de influências celtas na sua cultura. Ao dia seguinte demos uma volta pola Corunha e subimos centos de degraus de um velho farol romano chamado “Torre de Hércules”. Ainda hoje trabalha e tem umas vistas grandiosas do topo. Mais tarde fomos à praia, onde tivem a minha primeira experiência em topless. Era muito interessante ver tantas mulheres tomando o sol sem a parte superior do bikini: novas, velhas, bonitas, feias, todas!

Numa nota à margem, devo dizer que a Europa, ou a Espanha, é muito boa para com a sua populaçom mais velha. Nos Estados Unidos, a gente tem a ideia de que uma vez completados os 65 anos deixas de ser uma pessoa e deves começar a morrer retirando-te lentamente da actividade social. Porém, na Espanha é justo o contrário, e a gente idosa diverte-se mais que ninguém, como deve ser! Na Espanha vim velhos relaxando-se nos cafés, bebendo nos bares, lercheando no metro, comprando nos comércios de moda, bailando nas discos, saindo até a última hora, bronzeando-se na praia e em geral vivendo a vida ao máximo. Ademais, todo o mundo os trata com muito respeito aonde queira que vaiam, porque som mais velhos e vivérom mais vida. Portanto, a minha conclusom é que é melhor passar a velhice num lugar onde a gente repeita que vivas a tua vida até ao último trago.

Em todo o caso, o sábado demos um pulo até a cidade de Santo André de Teixido, que é uma formosa vila no alto das montanhas da Galiza. É minúscula e muito riquinha. O panorama do alto da montanha era sublime. Nom podia manter a boca fechada nem parar de dizer “Oh”. A sério, as fotos nom lhe fazem justiça e realmente espero descobrir mais lugares como aquele, do qual nunca ouvira falar mas que me fazem suspirar.

De volta da montanha, paramos em Cedeira, onde comemos um enorme almoço de grupo e logo baixamoso à praia que estava justo ao sair do restaurante. Era a praia mais bonita que vim na Espanha, por nom dizer em toda a minha vida. A água era clara e azul, a areia era branca e lene e a vista era a incrível floresta que acabávamos de deixar. Desfrutei enormemente simplesmente sentada na areia ouvindo romper as ondas. Ao dia seguinte visitamos Santiago de Compostela, que tem algum significado religioso, mas na realidade eu nom queria ir. É uma cidade bonita com uma catedral gigante, mas um bocado turística de mais para o meu gosto. E volta a Madrid! 🙂


Bahar’s Travel Blog
, fragmento

Latin lovers

Por Carabassa inteiro-me de que a presidência finlandesa da Uniom Europeia decidiu publicar os seus comunicados semanais em latim (traduçom ao inglês), uma língua que os finlandeses valorizam como um dos esteios da identidade europeia. De facto, a rádio pública da Finlândia mantém a emissom Nuntii Latini, que informa em latim das principais notícias da actualidade mundial e conta com um animado foro de debate para latinistas.

É provável que entre os freakies que freqüentam o foro esteja Jukka Ammondt, um professor da Universidade de Jyväskylä que é famoso polos seus discos de tangos em latim e sumério e as suas versões latinas de Elvis Presley, tais como Tenere me ama (Love Me Tender) ou Alae somnii (The Wings of Dream). E ademais tem um induvidável sex-aquel:

sexy sumério

Ceci n’est pas une fille

song

O que aparenta ser uma fotografia normal da actriz coreana Song Hye Kyo é na realidade uma imagem inteiramente produzida num computador:

+ Referências e execuçom.
+ Trabalho final.

[via]

的银行

A segunda entrada da série olhar de fora corresponde à visita de Fish Yu, uma chinesa de 34 anos que viaja mais que Willy Fogg. Por sorte publicou uma versom do seu post sobre a Galiza numa língua inteligível para nós:

na praia

Galicia es un lugar maravillosa, en la A coruña, frente es la playa. atrás es un puerto. La gente vive en el centro. como vive en el centro del mar. Un paraíso. Está cerca de Portugal. Cerca de Oceano Atlántico, casi está en el estremo de España. España es una península, si te vas hacia al oeste, al sur, al este, todas partes son mares. Y al norte, cantábrico también es una parte del mar. Aunque España tiene muchas playas, pero cada una tiene su característica. En País Vasco, el mar cantábrico es muy tranquilo, en el sur, en Tarifa, con un color verde, pero un verde ligero impresionante. En el este,mediterráneo. Barcelona. con mucho turismo, tiene las playas activas, vivas y modernas. Y A Coruña, aquí está. como está lejos del capital. como si fuera olvidado por nosotros. Vive ahí escondido, pero es como una chica guapa, tímida, pero igual no puede esconder su belleza.

He llevado 8 horas en autocar. Fue un viaje un poco duro. pero me gustó mucho! La gente que vive ahí dice que tiene el marisco mejor del mundo. Jajaja… no sé. Se dice que el mejor marisco del mundo es del Japón. Tengo una amiga de Chile me dijo que Chile tiene el mejor marisco del mundo. Me pierdo. Pero, de verdad, el marisco de Galicia sí es muy rica! Y me encanta!!!

Nota:

A teor das fotos que Fish Yu publica no seu blog, parece que lhe chamou a atençom o facto de as mulheres fazerem top less na praia corunhesa do Orçám.

Galicia, post de Fish Yu no seu Space da Windows Live.

A blusa do Real Madrid

“Que estranho país, este da Galiza!” exclamou o inglês George Borrow ao atravessar as nossas remotas fronteiras em 1837. Hoje, as autoestradas e as linhas aéreas de baixo custo convertérom em banal o facto de viajar. Mas a perplexidade dos nossos visitantes continua na mesma. O post scriptum inicia uma série de entradas recolhendo os testemunhos de turistas despistados que deixam nos seus blogues as impressões que lhes produziu o nosso pequeno e misterioso país. Apertem os seus cintos de segurança, que começamos:

Galiza

Estas férias passei pela Galiza. Da cidade in”b”icta (1) até à “capital” Santiago de Compotela duas horas e meia nos separaram. À chegada, a curiosidade de quem via uma cidade nova pelo vidro do carro, apoderava-se a cada curva.

Já a pé, a cidade era fantástica. Entre cada praceta, entre cada ruela, sentia-se ainda o espírito medieval daquele lugar. Cada artista de rua, pelo espectáculo conseguido, a toda a multidão conseguia arrancar um sorriso e a moeda que tiver mais à mão. A festa continua à medida que as palavras de Galego (não é espanhol, note-se) saem da boca dos transeuntes. Se todos os caminhos vão dar a Roma, em Compostela, todos os caminhos vão dar à imponente Catedral.

Mas algo não estava bem: a minha blusa do Real Madrid, que orgulhosamente ostentava, era vítima de maus olhares e de desconfianças por parte de quase todos. Rivalidades clubistícas, pensei eu.

Na manhã seguinte algo de estranho se passava no ar. Muito rebuliço, muita inquietação, eram prenuncios de algo estava para acontecer: era o dia da Galiza. Ao virar de uma rua, deparo-me com uma enorme multidão, de todas as idades, que se manifestava pela independência da Galiza, com gritos contra o Governo, contra o envio de tropas para o Iraque e por Israel. E eis, que percebo o que se passára na noite anterior: a minha blusa de Madrid tinha sido alvo de maus olhares, porque representava uma Espanha unida, uma Espanha tal como é neste momento, ou seja, uma rivalidade política.

Uma pequena confirmação foi suficiente para se perceber que a minha dedução estava certa: num loja de música, inquirindo o proprietário acerca da música “Viva la España”, o seu humor mudou completamente, e não fomos postos na rua, por termos o nosso ar de turistas inocentes.

Tudo o que se passou na Galiza, tem reprecursões nas outras províncias espanholas, apesar da mais badalada ser o País Basco, devido em parte à ETA, o principal grupo separatista basco. A situação não é facil, e o governo espanhol – e mais que isso, a Espanha – tem de resolver.

Uma das coisas que mais me marcou, foi ter percebido que nem todos os “nuestros hermanos” (2) são anti-tugas. Longe disso. Na Galiza somos vistos com respeito, pois segundo eles, conseguimos-nos “livrar” da Espanha a tempo (no tempo do rei Filipe IV de Espanha, III de Portugal). E era vê-los empunhar a bandeira Portuguesa ao lado da de Che Guevara e da do partido independentista Basco. Muito forte, hem?!

Notas:

(1) A cidade invicta é o nome perifrástico do Porto (Portugal). Ao escrevê-lo com “b”, o autor pretende remedar a fala da regiom do Douro, que do mesmo jeito que as falas galegas nom distingue entre os fonemas [b] e [v].

(2) Nuestros hermanos é uma expressom muito utilizada na comunicaçom social portuguesa para se referir aos espanhois com certo matiz irónico.

Galiza, post de Diogo no blog Educação Visual

Eu nom som um terrorista

Com o suposto complot para atentar contra aviões comerciais desarticulado em pleno agosto, a loucura estendeu-se nos aeroportos e produzem-se detenções absolutamente arbitrárias. A situaçom bem merecia uma resposta:

i'm not a terrorist

Barreiro e o voto feminino

Se as sufragistas levantassem a cabeça…

Grathanks, Snob.

Tô ficando atoladinha

A Atoladinha, dos MCs Bola de Fogo e Tati Quebra-Barraco é um dos mais bizarros sucessos do funk carioca:

– Piririm, piririm, piririm, alguem ligou pra mim…
– Quem é?
– Sou eu, Bola de Fogo, e o calor ta de matar, vai ser na praia da Barra que uma moda eu vou lançar.
– Vai me enterrar na areia?
– Não, não, vou atolar.
– Tô ficando atoladinha.
– Calma calma foguetinha.

Como já começa a ser habitual nestes casos, o terramoto Atoladinha provocou todo o tipo de réplicas sísmicas no YouTube. Entre elas, uma versom para intelectuais, L’ Atolerette, que poderia definir-se como um cruzamento entre nouvelle vague e funk carioca. MC Bola de Fogo meets Jean-Luc Godard:

Tá tudo dominado

Porque nom só de reggaeton vive o homem:

Marginalizado pola comunicaçom social, o funk carioca é um dos mais populares fenómenos de massa do Rio de Janeiro. Neste documentário, artistas, empresários, intelectuais e representantes dos poderes públicos discutem o olhar da sociedade sobre a música, a violência e tudo mais que faz do funk um intrigante e controvertido movimento cultural.

EQUIPA TÉCNICA: roteiro e direcçom: Roberto Maxwell / direcçom de fotografia: Afra Sana / assistente de fotografia: Ivan de Angelis / pesquisa: Talitha Dallacosta / ediçom: Aline Carvalho / direcçom de produçom: Amanda Di Masi / produçom: Universidade Estácio de Sá / Elenco: DJ Marlboro, Mr. Catra, Ivo Meirelles, Verônica Costa, Rômulo Costa, Siro Darlan, Cidinho & Doca, Garrincha & Julinho, Bob Rum, Tati Quebra-barraco, Sindy Ohanna

Sobre revoluções e corpos celestes

O nosso sistema planetário é um Estado monárquico. O Sol tem a sua corte, mas mantém um bocado afastados os grandes, permitindo-lhes, isso sim, terem os seus próprios satélites. Com isto talvez poderia fazer-se uma fábula perfeitamente aplicável às actuais revoluções políticas. Os satélites rebelam-se e querem girar directamente arredor do Sol.

Objectivo Noruega

fiordo

Uma das principais preocupações dos nossos governantes é nom perdermos os fundos estruturais da Uniom Europeia (UE). Por um lado pretendem convencer-nos de que fazemos parte do primeiro mundo (como se o número de festas gastronómicas ou de carros tuneados fosse um indício fiável) e por outro choram como Jeremias ante a perspectiva de que se esgote o maná que chove de Bruxelas e que tam mal estamos a aproveitar.

O primeiro sinal de alarme soou em 2004, quando se produziu o alargamento da UE de quinze a vinte e cinco estados-membros, com a entrada de uma récua de países tais como Chéquia, Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituánia, Malta e Polónia. Entom produziu-se o chamado “efeito estatístico”, que expulsou do selecto (?) objectivo 1 alguns territórios (como Astúrias ou o Algarve) como conseqüência do descenso do PIB médio da UE decorrente da entrada dos dez novos membros. Apesar de que a concorrência era dura, a Galiza ainda se defende bem em termos de pobreza e assim conseguimos manter-nos no top (ou deveríamos dizer bottom?) até 2013. Mas no 2007 entram Bulgária e Roménia. E os próximos candidatos som os miserentos Croácia, Macedónia e Turquia. O de ser pobre pom-se cada vez mais difícil.

A única soluçom para que a Galiza mantenha uns aninhos mais a condiçom de zona chunga é elevar a renda média da UE mediante a anexaçom forçosa de Noruega. Aí onde a vêem, a terra do bacalhau e das pomadas de Neutrogena ainda nom fai parte da nossa estupenda Uniom. Em dous plebiscitos (1972 e 1994) os Noruegueses digérom amavelmente que nom (ou que não, que os países civilizados também tenhem querelas normativas). E decerto que para os nossos interesses era boa cousa que entrassem, pois o seu país é o segundo do mundo em PIB per capita. E isto, para ridículo dos neoliberais, com uma economia fortemente intervencionista, até ao ponto de que estám a assessorar o governo de Evo Morales na nacionalizaçom do petróleo boliviano.

O fodido vai ser convencê-los. Emborrachar a princesa Mette-Marit para que assine o tratado de adesom? Difícil. O único meio viável para conseguir a anexaçom vai ser a invasom militar. Por enquanto, os nossos barcos pesqueiros já começárom as hostilidades.

Ground Zero (GZ)

arde

Nom se vos pode deixar sozinhos. Marcho uma semana longa de férias e ao voltar topo-me com isto! O certo é que já me cheirava que a cousa era pior que outros anos por causa de um televisor acendido no interior de uma casa em Candelario à hora do telejornal. Acheguei-me à janela para sentir melhor a apresentadora, que falava da vaga de incêndios florestais na Galiza, e pudem ouvir o lapidário comento do dono da casa, um velho octogenário: “Es que los gallegos son malos”. Uma hipótese plausível agora que começa o tempo das análises.

Genial Tasio

ZZ Paff

Zinedine Zidane sofre uma síndrome osteopática que o obriga a dobrar regularmente a coluna vertebral com uma dor insuportável. Na foto, numa audiência com o presidente de República, Jacques Chirac:

zizou

Portanto, o famoso coup de tête nom tivo nada a ver com a provocaçom do zagueiro italiano Materazzi: meritate tutti ciò, voi gli enculato di musulmani, sporchi terroristi. Foi um simples acto reflexo. E si non è vero, è bene trovato.

Via Materazzi le boucher.

Libération e Sargadelos

“Quantas manhãs abrim o Libé e voltei a fechá-lo quase de imediato, em cólera, jurando-me que esta vez lhes escreveria essa carta que tenho no tinteiro desde há anos. Uma verdadeira carta de ruptura, um amo-te, eu tampouco, seco e definitivo. Mas afinal nunca a escrevia, aquela carta, reconfortado de o topar de novo, o Libé, ao dia seguinte, à hora do primeiro café”.

Talvez chegou a hora de escrever essa carta depois da saída de Serge July, director histórico do jornal de esquerda, afastado do cargo desde o dia 13 de Junho polo accionista maioritário Édouard de Rothschild. Ao destituir o ex-maoísta que há 33 anos dirige o Libération, o banqueiro quixo mostrar que é ele quem manda agora no jornal – fundado em 1973 polo próprio July e o filósofo Jean-Paul Sartre – que revolucionou o panorama mediático francês ao rimar irreverência com inteligência.

Brilhante, polémico e contraditório, July marcou sempre a personalidade do jornal e justificou a sua deriva da extrema esquerda a posições social-democratas, conservando sempre um espírito libertário: “A nossa pobreza é a medida da nossa independência”, afirmava o primeiro editorial do Libé a 22 de Maio de 1973. “A independência é fácil: a cousa deve funcionar, devemos ganhar dinheiro”, era a opiniom do director a 18 de Junho de 1996. A lógica do mercado e a abertura ao capital, fervorosamente defendida por July (entre 1983 e 1996, o 80% do capital da empresa editora passou dos trabalhadores a investidores exteriores) foi o que lhe custou a cabeça.

P.S.: Ao contrário de July, Diaz Pardo soubo entender o perigo e tentou combatê-lo. Mas a fortuna nom sorriu ao audaz.

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>> O cidadão A envia uma petiçom ao Parlamento europeu utilizando a norma ILG-RAG do galego. Após algumas pesquisas, o funcionário de turno identifica como galego a língua em que está escrito o documento e envia-o ao tradutor correspondente (que cobra do Governo espanhol). Uma vez traduzida a carta, necessariamente ao castelhano, o tradutor manda-a de novo ao Parlamento que, logo dos oportunos trámites, emitirá a sua resposta igualmente em espanhol. Esta resposta também deve ser enviada ao serviço de traduçom para obter uma versom em galego ILG-RAG, que será a que finalmente seja enviada ao cidadão A.

>> O cidadão B envia a mesma petiçom ao Parlamento europeu utilizando a ortografia reintegracionista do galego. O Parlamento, logo dos oportunos trámites, envia-lhe a sua resposta em português.

Corolário: O cidadão B evitou absurdos trámites burocráticos e obtivo resposta vários meses antes que o cidadão A. O cidadão A decide que ele tampouco pode perder o tempo e para a sua seguinte petiçom decide voltar à lixívia de toda a vida: o espanhol.

“Planificaçom familiar”

divine protection

Foto por cortesia do White Night Magazine.

É um pássaro? É um aviom?

Nom, é Krrish, o primeiro super-herói do terceiro mundo:

Ainda que pola queixada prominente poderia passar por um primo indiano de Artur Mas, Krrish é um super-herói de Bollywood que tem todas as hipóteses de se converter num novo ídolo de massas. Nom só combate malvados e salva o mundo, como é habitual na sua profissom, senom que também canta e dança, um talento que Batman ou Superman, se o possuem, sempre guardárom bem escondido debaixo das suas capas.

Black, blancs, beurs

bbb

Ou o que é o mesmo: pretos, brancos, árabes. A “senil” selecçom francesa arrefeceu a fúria espanhola e deu um bom escarmento à racial equipa de Luis Aragonés, o mesmo que em 2004 chamara negro de mierda a Thierry Henri sem que lhe custasse o cargo. Chers amis, a vingança é um prato que se serve frio.

Etabloguear

O passado 14 de Junho, o presidente do EAJ/PNV Josu Jon Imaz pediu à ETA que criasse um blogue:

Les pediría que se monten un blog, que pongan ahí sus reflexiones y nos dejen en paz. Es lo único que tengo que decir ante ese comunicado. Es fácil montarse un blog. Se pincha en http://www.blogger.com y además es gratis.

Meu dito, meu feito. O blogue já existe, mas nom em está no Blogger, como sugeria o dirigente jeltzale, senom aqui no WordPress. Haverá que andar com olho, nom vaia ser que Grande-Marlaska pense que somos do contorno. Já agora, a Guardia Civil está a investigar sobre a veracidade do invento. [Via]